É sempre a situação ideal estar com o corpo em perfeitas
condições antes mesmo de engravidar. Se puder, pense em fazer esse planejamento
com bastante antecedência, de um ano até, para que as mudanças na sua
alimentação e no seu estilo de vida possam já ter tido efeito.
Caso você já tenha algum problema de saúde, como epilepsia,
asma ou diabete, é provável que tenha de modificar o tratamento antes de
engravidar. De qualquer maneira, marque uma consulta com o médico que a
acompanha pelo menos três meses antes de começar a tentar.
Antigamente, os casais faziam um check-up antes de casar, o
chamado exame pré-nupcial, pois ficava implícito que eles iriam querer ter
filhos logo depois do casamento. Os tempos mudaram e o procedimento saiu de
moda, por isso vale o conselho para você marcar uma consulta com o
ginecologista três meses antes de começar a tentar, mesmo que não tenha
problemas de saúde prévios.
Assim, você terá tempo de fazer exames e tomar eventuais
vacinas para garantir o melhor ambiente para o bebê que virá.
Histórico
médico
"Quero começar a tentar engravidar." Você
provavelmente vai sentir um friozinho na barriga quando disser essa frase para
o seu ginecologista. Na consulta, o médico vai então avaliar se você tem algum
problema de saúde, como diabete, lúpus, hipertensão ou depressão, e poderá
fazer perguntas sobre sua alimentação e seu estilo de vida.
Também vale a pena mencionar eventuais problemas genéticos
na sua família ou na do parceiro, como síndrome de Down ou fibrose cística.
O médico vai querer saber que tipo de método
anticoncepcional você está usando e se você já teve algum problema menstrual,
ovulatório, se já sofreu um aborto espontâneo, uma gravidez ectópica. Também
vai perguntar se você já tem filhos, qual foi o tipo de parto e se você passou
por alguma complicação.
Exames
ginecológicos
Verifique qual foi o último exame de papanicolau que fez e
mencione para o ginecologista. Durante a gravidez não se costuma fazer o exame
de papanicolau ele só volta a ser realizado seis meses depois do nascimento do
bebê. Por isso vale a pena fazer antes de engravidar.
O médico pode pedir testes mais específicos depois do exame
ginecológico, como o para detectar a presença da bactéria clamídia, que muitas
vezes não apresenta sintomas, mas pode ser prejudicial à gravidez ou à sua
fertilidade.
Exame de
urina
Talvez o médico peça um exame de urina para detectar alguma
possível infecção urinária. As infecções no trato urinário podem estar
associadas à problemas como aborto espontâneo, baixo peso dos bebês ao nascer
ou parto prematuro, por isso é sempre bom garantir que você não esteja com uma
antes de engravidar.
Exames de
sangue
O ginecologista deve pedir um hemograma completo para
verificar se você está com anemia ou algum outro indicador alterado.
Nos exames de sangue o médico também pode verificar se você
tem imunidade para doenças como hepatite B, rubéola, toxoplasmose e
citomegalovirose. Entre os testes também haverá exames diagnósticos para
sífilis e HIV/Aids. A detecção dessas doenças antes da gravidez é essencial
para o médico poder acompanhar a gestação e o bebê direitinho.
Verificação
da pressão arterial
Mulheres que têm pressão alta (hipertensão) correm mais
risco de sofrer de pré-eclâmpsia durante a gravidez e de apresentar problemas
com a placenta, por isso é bom controlar a pressão arterial antes de
engravidar.
Vacinas
É possível prevenir malformações e até o aborto espontâneo,
em alguns casos, com a vacinação. O exame de sangue detectará se você precisa
ser vacinada contra a rubéola. Se o exame mostrar que você não tem imunidade
para a doença (porque nunca teve rubéola ou nunca foi vacinada), deve tomar a
vacina e esperar pelo menos um mês para começar a tentar engravidar.
Esse período de espera, que pode ser até maior, dependendo
da recomendação do médico, é uma precaução, porque se imagina que o organismo
precise de tempo para eliminar o vírus atenuado que foi administrado com a
vacina. Não há provas científicas, porém, que associem a vacina a defeitos
congênitos.
Se você nunca teve catapora, o médico pode recomendar que
você se vacine contra a doença, porque ela pode afetar o bebê se você adoecer
grávida. Outra imunização possível é contra a hepatite B, dependendo do
resultado do seu exame de sangue, e talvez um reforço da vacina antitetânica,
para não ter de tomar durante a gravidez.
Suplemento
de ácido fólico
Defeitos na formação do tubo neural do bebê são evitados em
grande parte com a suplementação de ácido fólico. A orientação é que mulheres
que estejam pensando em engravidar tomem pelo menos 400 mcg de ácido fólico por
dia, mantendo a suplementação até pelo menos a 12ª semana de gravidez.
É um comprimidinho que deve ser tomado uma vez ao dia. Ele
não serve para ajudar a engravidar, e sim para evitar problemas no bebê.
É importante começar a tomar o suplemento antes porque a
formação do tubo neural acontece muito no princípio da gestação, quando muitas
vezes a gravidez ainda nem foi detectada pela mulher. Há profissionais que
defendem até que toda mulher em idade fértil, mesmo que não esteja pensando em
engravidar, tome o suplemento.
Em alguns casos, os médicos podem recomendar uma dose bem
maior de ácido fólico, de 5 mg por dia.
Esclarecimento
de dúvidas
Na consulta com o ginecologista, aproveite para falar de
qualquer outra preocupação que possa ter. Caso tome algum medicamento
regularmente, veja se é preciso mudar a dose ou o tipo de remédio. Não deixe de
mencionar outros tratamentos que esteja fazendo. Não é seguro, por exemplo,
tomar drogas antiacne fortes durante a gravidez.
Determinados remédios aparentemente inofensivos também não
são recomendados, portanto você precisará saber quais são eles para evitar
tomar quando estiver tentando -- afinal, você pode já estar grávida sem saber.
Talvez o ginecologista prefira que você se consulte também
com outro especialista para ajustar medicamentos ou esclarecer dúvidas.
Exames e
aconselhamento genético
É pequeno o número de bebês que nasce com algum
problema fica entre 1 e 2 por cento. Mas
você deve procurar aconselhamento genético se houver um histórico de doenças
hereditárias na sua família ou na de seu parceiro.
0 comentários:
Postar um comentário